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3 aspectos importantes sobre o uso do IaaS como suporte de negócios

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A migração para a computação em nuvem (cloud computing) está se tornando uma estratégia cada vez mais utilizada no mundo dos negócios. O aumento da procura é uma resposta as vantagens enxergadas sobre a aplicação tradicional das tecnologias da informação (TI) no Data Center in-house, um modelo que é conhecido como “on-premises”.

Nesse cenário, o IaaS (Infrastructure as a Service) ganha uma grande importância! Descubra, a partir de agora, como esse modelo de nuvem pode ser usado como suporte de negócio!

O que é IaaS?

Infraestrutura como serviço é um formato de computação em nuvem que fornece todos os recursos de um Data Center local, porém de forma virtualizada disponível via Internet. Em um modelo IaaS o provedor de nuvem hospeda os componentes do Data Center (servidores, dispositivos de armazenamento e rede, firewall, etc.) na nuvem, virtualizando a infraestrutura de TI por completo.

O provedor de IaaS também fornece uma variedade de ferramentas e serviços para o gerenciamento da infraestrutura, facilitando os processos de monitoramento e controle de acessos, balanceamento de cargas de trabalho e implementações de políticas de segurança, como backups, replicações e planos de recuperação (DR).

Fisicamente, o “pool” de recursos é oferecido por meio de uma rede de servidores interligados pela web e distribuídos por várias regiões diferentes para agregar segurança, ficando o provedor responsável pela manutenção da infraestrutura. Com o IaaS, a empresa recebe acesso a um ambiente online preparado para recepcionar seus dados, sistemas, configurações de rede e tudo o que compor o Data Center.

Como esse modelo de infraestrutura contribui para o negócio?

Lembra das vantagens que falamos no início? As principais são:

1. Pagamento por utilização

Em geral, quem contrata um serviço de IaaS paga apenas pelo o que usa. Os provedores cobram mensalidades com base na quantidade de espaço utilizada pelas máquinas virtuais, bem como outros serviços e recursos como memória, CPU e transferência. Esse modelo de pagamento por uso elimina a necessidade de investimentos em hardwares e softwares locais, além de cortar os custos com capacidade de TI ociosa.

2. Agilidade e flexibilidade

O IaaS é um modelo ideal para suportar cargas de trabalho temporárias, experimentais ou que mudam inesperadamente. Por exemplo: se a empresa está desenvolvendo um novo produto (software), pode ser mais econômico hospedar os recursos na nuvem, desenvolver e testar a aplicação em um ambiente IaaS. Depois de finalizado, ele pode ser transferido para outro local ou permanecer hospedado ali mesmo.

3. Escalabilidade

As organizações estão preferindo usar o IaaS porque, na maioria das vezes, é mais fácil, rápido e rentável operar uma carga de trabalho sem ter que comprar, gerenciar e suportar a infraestrutura subjacente. Com a IaaS, a empresa pode simplesmente alugar a infraestrutura que precisa de outra empresa (provedor) que oferece potencial de escalonamento dos espaços, ferramentas e outros recursos necessários.

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O que difere o IaaS do PaaS e do SaaS?

O IaaS é apenas um dos vários modelos de computação em nuvem e é complementado por outros alternativos, como PaaS (Platform as a Service) e SaaS (Software as a Service).

O PaaS se baseia no modelo de IaaS porque, além dos componentes de infraestrutura subjacente, os provedores hospedam, gerenciam e oferecem sistemas operacionais, middleware e outros recursos de execução para usuários da nuvem. O PaaS é ideal para desenvolvedores e empresas que buscam utilizar a tecnologia de containers/docker em sua infraestrutura.

Já no SaaS, as empresas de software hospedam, gerenciam e oferecem toda a infraestrutura, bem como aplicativos, para os usuários. A empresa não precisa instalar nada. Ela simplesmente efetua o login e usa a aplicação oferecida pelo fornecedor, que é hospedada/executada em infraestrutura na nuvem. Há uma certa liberdade para configurar a maneira como o aplicativo funciona e quais usuários estão autorizados a usá-lo, mas a estrutura principal da aplicação é mantida.

Resumindo, dá para afirmar que os modelos de nuvem SaaS, PaaS e, principalmente IaaS, devem substituir os modelos de infraestrutura tradicional, revolucionando a arquitetura de Data Centers em todo o mundo.

Gostou desse artigo? Quer entender mais a fundo as diferenças entre IaaS e PaaS? Então aproveite para ler também esse outro post exclusivo sobre o tema!

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Cloud computing para órgãos governamentais: 4 razões para migrar para a nuvem

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Segundo uma pesquisa realizada pela Secretaria de TI do Ministério do Planejamento, a adoção de cloud computing no setor público ainda é tímida e restrita a uma pequena parcela ligada à administração. Entre os órgãos federais, apenas 11% (25 unidades) contam com a tecnologia. Isso pode indicar grandes problemas à vista, já que a falta de um controle de dados eficiente pode impactar em mais custos e atrasos.

Devido à importância do cloud computing para órgãos governamentais, decidimos preparar este post exclusivo para você compreender os principais pontos. Entre eles, as vantagens e soluções proporcionadas, o impacto na prestação de serviços aos cidadãos, leis que regem o uso da tecnologia, principais desafios a serem superados e os riscos de não usar a nuvem.

Ficou interessado? Então, aproveite a leitura!

1. Oferece disponibilidade, escalabilidade e continuidade dos recursos e operações

A cloud computing proporciona melhor desempenho aos processos executados em uma unidade do governo, pois entrega uma disponibilidade maior dos dados e sistemas, bem como dos recursos de Data Center (servidores e rede), permitindo o atendimento de uma demanda contínua no setor e, principalmente, abrindo caminho para uma expansão e otimização a baixo custo.

Um ambiente altamente escalonável e ferramentas próprias de gerenciamento para os recursos de TI devem garantir esses resultados, pois a escalabilidade automática e praticamente sem limites oferecida por uma infraestrutura de cloud computing viabiliza não somente o crescimento ordenado das operações, como também a otimização constante dos componentes (hardwares e outros equipamentos), evitando, assim, quedas frequentes dos sistemas.

Dessa forma, a continuidade das operações é garantida pela alta disponibilidade (funcionamento praticamente ininterrupto dos servidores e rede). Como a lentidão e a queda de sistemas são os fatores que mais afetam a produtividade no setor público, a cloud computing ajudaria a agregar também maior agilidade às atividades diárias dos gestores e funcionários públicos.

Resumindo, os principais benefícios sentidos pelos órgãos governamentais são:

  • crescimento organizado da infraestrutura;
  • alta disponibilidade e desempenho;
  • renovação tecnológica constante.

2. Permite resolver uma série de problemas crônicos

Entre tantos gargalos que atrapalham a produtividade dos funcionários públicos, podemos destacar como principal a dificuldade que os setores têm em estabelecer uma estrutura operacional própria para uma solução de alta complexidade, principalmente quando há uma demanda por mão de obra mais especializada para a gestão da infraestrutura.

Enquanto muitos departamentos públicos ainda investem pesado em tecnologias ultrapassadas e, consequentemente, pouco eficientes para montar e manter um Data Center local, a cloud computing revoluciona as estratégias de TI, entregando recursos e soluções tecnológicas baseadas em virtualização com alto desempenho e disponibilidade. O não aproveitamento dessas oportunidades torna os órgãos governamentais lentos e defasados.

Além disso, a cloud computing oferece apoio na definição e renovação tecnológica dos equipamentos necessários para a composição da infraestrutura nos setores públicos, como:

  • sistemas e procedimentos de acesso (sistemas de biometria, login com senhas de alta criptografia, firewall etc.);
  • múltipla redundância de redes de Internet para não perder a conectividade;
  • servidores de aplicação e de storage virtualizados;
  • geradores de energia.

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3. Melhora a prestação de serviços à sociedade

Quando os recursos e ferramentas de cloud computing são inseridos nas estruturas dos serviços públicos, as funções internas e externas, devido também à mobilidade agregada, ganham uma melhora significativa dos resultados.

Isso porque os sistemas e aplicativos passam a funcionar em um ambiente online preparado para rodá-los em sua capacidade máxima de processamento. Como consequência, os cidadãos podem vivenciar uma melhor experiência de contato e uso dos serviços públicos.

Outro ponto importante que deve ser mencionado é que, mesmo diante de um pico de acessos, o consumo adicional dos recursos e ferramentas não deve causar lentidões ou derrubar o sistema, prejudicando a qualidade dos serviços prestados a sociedade. Em vez disso, o ambiente se adapta automaticamente à demanda, podendo ser altamente elástico e retornar ao tamanho original depois.

4. É fortemente regulamentada

Ainda que prevista no artigo original do Marco Civil da Internet, a Lei nº 12.965/2014, que obriga o armazenamento de dados em nuvem no Brasil, foi editada mesmo antes de sua publicação, dando a abertura necessária para uma prestação de serviços com intermédio internacional.

No entanto, novas edições incluíram artigos destacando a importância de se manter os dados em regiões que estejam sob a legislação brasileira, tendo como prioridade a maior velocidade de acesso e o envio e recebimento dos dados pelos data centers no país. Com isso, é possível observar o veto a infraestruturas montadas e mantidas fora do Brasil quando as empresas pretendem entrar em uma disputa nos editais de licitação.

Dessa forma, o processo de contratação dos serviços de cloud computing torna-se uma tarefa difícil, pois, como a licitação visa apenas custos, os ganhadores são sempre os provedores que cobram menos, e não os que oferecem as soluções mais adequadas às necessidades operacionais da entidade.

O rigor aplicado às regulamentações e documentações também impede a habilitação de muitas empresas potencialmente qualificadas de participar das licitações, o que as obriga a manter as documentações rigorosamente em dia, caso queiram entrar em disputa pela prestação dos serviços.

Mas isso pode ser uma vantagem para os órgãos governamentais, visto que os gestores públicos conseguem saber exatamente onde fica localizada a rede de servidores que mantém os dados e sistemas hospedados e somente as empresas devidamente qualificadas são selecionadas para a prestação dos serviços.

Conseguiu captar a importância da cloud computing para órgãos governamentais? Esperamos que sim, pois precisamos mudar a mentalidade burocrática e facilitar o acesso às novas tecnologias, principalmente quando elas trazem inovação para um setor tão defasado quanto o público.

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