No colocation gerenciado, a empresa mantém a propriedade dos equipamentos e pode delegar ao provedor intervenções físicas realizadas dentro do Data Center. O escopo deve estar documentado no contrato e nos procedimentos de atendimento.
- Remote Hands permite executar tarefas no local sem deslocar a equipe de TI.
- Reinicialização física, verificação de indicadores, cabeamento e substituição de componentes são exemplos de atividades delegáveis.
- O provedor cuida da infraestrutura predial, como energia, refrigeração e segurança física, conforme o serviço contratado.
- Sistemas operacionais, aplicações, políticas de backup e dados não passam automaticamente à gestão do provedor.
- Autorizações, tempos de resposta e responsabilidades devem ser definidos antes da contratação.
- Sua empresa possui servidores ou equipamentos de rede próprios e avalia hospedá-los em um Data Center.
- Você precisa reduzir deslocamentos da equipe para intervenções físicas.
- Quer entender a diferença entre suporte presencial, Remote Hands e gerenciamento de sistemas.
- Está revisando o contrato e a matriz de responsabilidades de um serviço de colocation.
- O que é colocation gerenciado?
- Quais atividades podem ser delegadas ao provedor?
- O que permanece sob responsabilidade da empresa?
- Qual é a diferença entre colocation tradicional e gerenciado?
- Como definir o escopo de atendimento?
- Quando vale a pena contratar colocation gerenciado?
- Como funciona o Colocation Gerenciado da EVEO?
- Perguntas frequentes
O que é colocation gerenciado?
Colocation é o modelo em que uma empresa instala servidores, storages e equipamentos de rede próprios em um Data Center de terceiros. O provedor disponibiliza a infraestrutura necessária para a operação, como espaço em rack, energia, climatização, conectividade e controle de acesso.
No colocation gerenciado, esse serviço é complementado por uma equipe técnica presencial capaz de realizar intervenções físicas nos equipamentos, mediante procedimentos definidos. Assim, a empresa preserva o controle do hardware e das aplicações, mas não precisa enviar profissionais ao local para cada ocorrência.
Para entender os critérios de contratação e os custos desse modelo, consulte o artigo Colocation em Data Center: quando vale a pena para empresas, publicado no blog da EVEO.
O que significa Remote Hands?
Remote Hands é o suporte técnico executado presencialmente no Data Center a partir de uma solicitação remota. A equipe local pode identificar indicadores físicos, manusear cabos e realizar procedimentos previamente autorizados.
O serviço não significa acesso irrestrito aos dados ou à configuração lógica dos sistemas. As ações permitidas dependem do contrato, da identificação dos equipamentos e das instruções fornecidas pelo cliente.
Quais atividades podem ser delegadas ao provedor?
O escopo mais comum envolve tarefas que exigem presença física no rack. Em um ambiente gerenciado, o provedor pode executar essas ações sem que o time interno precise se deslocar até o Data Center.
1. Reinicialização física de servidores
Quando um equipamento deixa de responder aos mecanismos de acesso remoto, pode ser necessário realizar um reboot físico. A equipe local identifica o servidor, verifica o procedimento autorizado e executa a reinicialização.
Esse procedimento deve considerar o impacto sobre aplicações e serviços dependentes. O comando de reinicialização não substitui a análise da causa da falha.
2. Substituição de componentes de hardware
Discos, fontes, módulos de memória e outros componentes podem exigir substituição. O provedor pode realizar a intervenção física conforme a compatibilidade do equipamento, a disponibilidade da peça e as condições acordadas.
É importante definir quem fornece os componentes de reposição, quem autoriza a abertura do equipamento e como são registrados os números de série e os materiais retirados.
3. Conexão e organização de cabeamento
Conectar ou desconectar cabos de rede e energia, conferir portas e executar ajustes físicos de cabeamento são exemplos de atividades de Remote Hands. Em mudanças de conectividade, a identificação correta das interfaces evita desconexões indevidas.
Alterações de VLAN, roteamento, firewall e outras configurações lógicas não devem ser confundidas com a simples movimentação de cabos.
4. Verificação presencial de equipamentos
O provedor pode verificar LEDs, alertas em painéis, status de fontes, conexões e sinais visíveis de falha. Essas informações ajudam a equipe da empresa a investigar ocorrências quando o acesso remoto está indisponível ou não oferece dados suficientes.
O resultado deve ser registrado no chamado, com horário, equipamento identificado e procedimento realizado.
5. Testes físicos de conectividade
Conferência de conexões, identificação de portas e testes físicos previstos no escopo podem ajudar a isolar falhas entre equipamentos e infraestrutura de rede. A interpretação dos resultados e eventuais alterações de configuração precisam seguir a divisão de responsabilidades contratada.
6. Acompanhamento de instalações e mudanças de hardware
Dependendo do contrato, a equipe presencial pode apoiar a instalação física de equipamentos, o posicionamento em racks e a execução de mudanças previamente planejadas. Projetos que envolvam desligamentos, alterações de energia ou substituição de múltiplos componentes devem ter janela de manutenção e plano de retorno.
| Atividade | Pode ser delegada? | Condição importante |
|---|---|---|
| Reboot físico | Sim | Autorização e identificação do equipamento |
| Troca de disco ou fonte | Sim | Peça disponível e procedimento aprovado |
| Conexão de cabos | Sim | Mapeamento de portas e instruções claras |
| Inspeção de indicadores físicos | Sim | Registro da ocorrência |
| Atualização do sistema operacional | Não automaticamente | Exige serviço lógico específico |
| Administração de banco de dados | Não automaticamente | Permanece com a empresa ou prestador contratado |
A possibilidade de executar uma atividade não significa que ela esteja incluída sem limites na mensalidade. Verifique horas de atendimento, materiais, prazos e eventuais cobranças adicionais.
O que permanece sob responsabilidade da empresa?
O colocation gerenciado não transfere automaticamente a administração completa do ambiente de TI. A empresa continua responsável por definir a arquitetura, aprovar mudanças, controlar seus sistemas e proteger os dados que processa.
Entre as atividades que normalmente permanecem com o cliente estão:
- Instalação, configuração e atualização de sistemas operacionais e aplicações.
- Gerenciamento de usuários, permissões e credenciais.
- Políticas de backup, retenção e testes de restauração.
- Configuração lógica de redes, firewalls e serviços.
- Monitoramento de aplicações, bancos de dados e desempenho.
- Planejamento de capacidade e decisões sobre renovação do hardware.
Essas tarefas podem ser contratadas separadamente em modelos de serviços gerenciados, mas não devem ser presumidas como parte do suporte físico. O artigo Entenda como funcionam as soluções gerenciadas da EVEO apresenta esse conceito em um contexto mais amplo.
Se um disco apresenta falha, o provedor pode substituir fisicamente a unidade, conforme o contrato. Já a reconstrução do volume, a validação da integridade dos dados e a recuperação da aplicação dependem da arquitetura e da responsabilidade técnica definidas para o ambiente.
Qual é a diferença entre colocation tradicional e gerenciado?
Nos dois modelos, os equipamentos pertencem à empresa. A principal diferença está no suporte presencial para ações físicas sobre esses equipamentos.
| Critério | Colocation tradicional | Colocation gerenciado |
|---|---|---|
| Propriedade do hardware | Cliente | Cliente |
| Espaço, energia e climatização | Provedor | Provedor |
| Intervenções físicas | Em geral, exigem equipe do cliente ou serviço adicional | Podem ser realizadas pela equipe local, conforme escopo |
| Deslocamento da TI | Mais frequente | Reduzido para tarefas cobertas |
| Gestão de aplicações | Cliente | Cliente, salvo contratação específica |
Antes de escolher um modelo, vale consultar também o conteúdo Como contratar colocation: 5 perguntas-chave, que aborda suporte e critérios de avaliação do provedor.
Como definir o escopo de atendimento?
Uma matriz de responsabilidades evita dúvidas durante incidentes e manutenções. Ela deve indicar quem solicita, autoriza, executa e valida cada procedimento, além dos canais de comunicação e dos registros necessários.
Quais pontos devem constar no contrato?
- Catálogo de atividades: ações físicas incluídas e serviços que dependem de contratação adicional.
- Autorização: pessoas habilitadas a abrir chamados e aprovar intervenções.
- Prazo de atendimento: critérios por criticidade, cobertura e escalonamento.
- Peças de reposição: fornecimento, armazenamento e responsabilidade por compatibilidade.
- Registro de mudanças: identificação do ativo, horário, técnico responsável e resultado.
- Riscos operacionais: janelas de manutenção, impacto previsto e plano de reversão.
Também é recomendável manter inventário atualizado com localização de rack, identificação dos servidores, interfaces de rede e contatos de emergência. Esse cuidado reduz a chance de intervenções no equipamento errado.
Quando vale a pena contratar colocation gerenciado?
O modelo tende a ser útil para empresas que já possuem hardware, mas não querem manter uma estrutura física própria com requisitos de energia, refrigeração, segurança e equipe presencial.
Também pode fazer sentido quando a equipe de TI trabalha em outra cidade, precisa atender várias unidades ou deseja concentrar seus profissionais na administração dos sistemas, deixando as intervenções de rack com técnicos locais.
Para comparar esse cenário com outras alternativas de infraestrutura, o blog da EVEO reúne critérios no artigo Colocation em Data Center: quando vale a pena para empresas.
Por outro lado, se a organização não possui equipamentos e prefere não assumir sua aquisição, manutenção e ciclo de substituição, vale avaliar alternativas como servidores dedicados ou Private Cloud.
Como funciona o Colocation Gerenciado da EVEO?
O Colocation Gerenciado da EVEO permite hospedar equipamentos próprios em Data Centers com infraestrutura de energia, climatização, conectividade e segurança física. A equipe técnica presencial oferece Remote Hands para intervenções como reinicialização física, troca de cabeamento, verificação de indicadores e substituição de componentes fornecidos pelo cliente, conforme o serviço contratado.
A gestão física do colocation é diferente do gerenciamento de sistemas operacionais e aplicações. Para necessidades desse tipo, a empresa deve avaliar o escopo de serviços gerenciados apropriado ao seu ambiente.
Ao solicitar uma proposta, informe quantidade e formato dos equipamentos, consumo elétrico, necessidades de conectividade, expectativa de expansão e procedimentos de Remote Hands desejados. Esses dados ajudam a dimensionar o espaço e definir as responsabilidades.
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Perguntas frequentes
O que está incluído no colocation gerenciado?
Além da infraestrutura física do Data Center, o modelo pode incluir Remote Hands para intervenções nos equipamentos do cliente. O catálogo de tarefas, os prazos e as condições dependem do contrato.
O provedor pode trocar peças do meu servidor?
Sim, quando a substituição física faz parte do serviço contratado. É necessário definir autorização, compatibilidade e fornecimento da peça de reposição.
Remote Hands inclui administração do sistema operacional?
Não automaticamente. Remote Hands é suporte presencial para procedimentos físicos. Administração do sistema operacional exige escopo específico de gerenciamento.
Preciso ir ao Data Center para reiniciar um servidor?
Em um serviço de colocation gerenciado com reboot físico incluído, a equipe local pode executar o procedimento mediante solicitação e autorização, sem deslocamento do cliente.
Quem é responsável pelos backups no colocation?
Em regra, a política de backup, sua execução e os testes de restauração continuam sob responsabilidade do cliente ou do prestador especificamente contratado para essa função.
Como avaliar o suporte de um provedor de colocation?
Verifique a presença de equipe no local, o catálogo de atividades, os prazos de atendimento, os canais de chamado, os procedimentos de autorização e os custos de serviços adicionais.
Sobre o autor
Redação EVEO. Conteúdos sobre infraestrutura de TI, servidores dedicados, Data Centers, conectividade e serviços gerenciados para empresas.
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