A Black Friday, que ocorreu na última semana de novembro, segue como o maior teste de infraestrutura digital do ano e, para grande parte das empresas brasileiras, o principal desafio é manter os custos sob controle. Dados recentes da EVEO, empresa brasileira especializada em infraestrutura em Nuvem e Data Centers, mostram que o consumo de recursos de Nuvem pode crescer até 140% durante o evento, fazendo com que o custo mensal de clientes de varejo mais que duplique quando dependem exclusivamente da escalabilidade automática da Nuvem pública.
De acordo com a base da EVEO, um e-commerce de médio porte que investe cerca de R$ 25 mil mensais em Nuvem pública pode ver esse valor ultrapassar R$ 60 mil na Black Friday. Já empresas que operam em arquitetura híbrida, mantendo a camada transacional em Nuvem privada e escalando apenas o front-end em Nuvem pública, conseguem redução média de 30% a 40% no custo operacional, sem perda de desempenho. Nos clientes analisados, o modelo híbrido também resultou em melhora média de 60% no tempo de resposta das aplicações críticas.
“Durante a Black Friday, muitas companhias descobrem, na prática, que elasticidade sem controle financeiro vira risco estratégico. A arquitetura híbrida permite escalar com inteligência: a empresa cresce sem perder previsibilidade orçamentária e sem comprometer desempenho nas camadas mais sensíveis do negócio”, afirma Julio Dezan, diretor de Operações da EVEO.
Mesmo com os avanços da Nuvem pública, a dependência total desse modelo tem levado organizações a reverem suas estratégias de infraestrutura. O alto custo variável, a dependência de fornecedores estrangeiros e a falta de previsibilidade financeira têm impulsionado o movimento de repatriação de workloads e a adoção de ambientes híbridos e Multicloud.
O cenário acompanha o crescimento do comércio eletrônico brasileiro. Em 2024, a Black Friday movimentou R$ 9,3 bilhões e processou 17,9 milhões de pedidos, enquanto o Pix bateu recorde de 239,9 milhões de transações em um único dia, números que reforçam a necessidade de arquiteturas preparadas para picos abruptos.
A infraestrutura para grandes eventos como a Black Friday não deve ser tratada como reação emergencial, mas como planejamento com foco em performance e controle financeiro contínuo. “A Black Friday não é um momento para apagar incêndio: é a oportunidade de validar a eficiência da arquitetura. Com a combinação certa entre nuvem privada, automação e elasticidade inteligente, é possível crescer com controle e manter o foco onde realmente importa: no negócio”, reforça Dezan.
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