A EVEO, empresa de servidores dedicados e private cloud, encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento de aproximadamente 75% na receita em relação ao mesmo período de 2025 e acelera o plano de atingir R$ 500 milhões em receita até 2030. O desempenho é impulsionado pela demanda por private cloud e infraestrutura para inteligência artificial, além de investimentos em tecnologia, pessoas e experiência do cliente.
No semestre, a receita recorrente subiu 70%, o ticket médio dos novos contratos avançou 55% e a base de clientes cresceu 63%. Em 2025, a companhia já havia ampliado a receita recorrente em 87%, segundo demonstrações financeiras auditadas pela Forvis Mazars. A XP Asset é investidora institucional da empresa.
Negócios com GPU crescem mais de 15 vezes
A inteligência artificial se tornou a segunda maior linha de negócios da empresa. A operação de GPU roda em escala comercial, com clusters NVIDIA em produção e contratos plurianuais assinados. A ativação leva semanas, enquanto a importação direta de equipamentos pode levar até quatro meses. O portfólio vai de placas para inferência a clusters de alta densidade das linhas H200 e Blackwell, hospedados em data centers no Brasil.
No primeiro semestre, o volume financeiro de negócios com GPUs foi mais de 15 vezes superior ao de 2025, e o número de projetos fechados cresceu 240%.
O CRO da EVEO, José Henrique Bermejo, avalia o resultado: “Crescer 75% nesse cenário mostra que a nossa tese está certa: infraestrutura de alta performance, hospedada no Brasil, com previsibilidade de custo. É isso que sustenta o plano de chegar aos R$ 500 milhões até 2030.”
Repatriação de dados e expansão de capacidade
Outro motor do crescimento é a procura por projetos de repatriação de workloads de nuvens públicas para ambientes de private cloud. Para atender à demanda, a companhia adquiriu equipamentos, ampliou a infraestrutura e contratou profissionais para áreas estratégicas.
A empresa foi a primeira da América Latina a adotar a plataforma Exos Mozaic, da Seagate, com dois petabytes de armazenamento. A tecnologia reduz em até 45% o consumo de energia por terabyte. Também contratou mais 100 racks na unidade SPO02 da Ascenty, em Osasco, São Paulo, principalmente para atender à demanda por clusters de GPU para inteligência artificial.
Na experiência do cliente, lançou uma nova versão do Painel do Cliente, desenvolvida pelo time interno. A plataforma reúne emissão de boletos e notas fiscais, abertura e acompanhamento de chamados, visão da infraestrutura contratada e notificações.
Nova estrutura executiva
O período também foi de reestruturação organizacional. Lucas Vanzin assumiu como CEO, e Vicente Neto passou a atuar como Executive Chairman. A área de tecnologia recebeu Fábio Stein como CTO e, depois, Laerte Fiorentini, Adson Campos e Lucas Montarroios, para liderar Data Center, Suporte ao Cliente, Serviços Gerenciados e Engenharia.
Na área comercial, a empresa criou quatro frentes especializadas em private cloud e infraestrutura para IA, promoveu executivos internos e contratou novos líderes.
Plano “10×5” mira IA hospedada no Brasil
Para os próximos meses, a companhia pretende ampliar a oferta de clusters dedicados para IA hospedados no Brasil e reforçar a atuação em private cloud.
A estratégia integra o plano “10×5”, que orienta a meta de chegar aos R$ 500 milhões em receita até 2030 e consolidar a empresa entre as principais plataformas de infraestrutura digital do país.
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