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Baguete | How does auto scaling work?

Baguete | How does auto scaling work?

By
Fernanda Correa
5
min read
Published on
14/08/2025
Conceptual diagram illustrating how auto scaling and dynamic resource sizing work in the cloud

Por Vicente Neto, Executive Chairman da EVEO

Gerenciar uma infraestrutura de TI que seja simultaneamente escalável, eficiente e econômica é um dos grandes desafios de empresas que operam na nuvem. Nesse cenário, o auto scaling, ou autoescalonamento, surge como solução estratégica indispensável. Essa tecnologia permite que os recursos computacionais sejam ajustados automaticamente conforme a demanda, garantindo alto desempenho com uso otimizado da infraestrutura.

O funcionamento é simples: quando o volume de tráfego em uma aplicação ou serviço aumenta, novos servidores são ativados para absorver a demanda; quando a necessidade de recursos diminui, os servidores excedentes são desativados. Essa automação elimina a necessidade de ajustes manuais e evita tanto a ociosidade quanto a sobrecarga de sistemas, contribuindo para uma operação mais estável e econômica. No entanto, para que o auto scaling seja realmente eficaz, é preciso uma configuração adequada e o uso integrado com ferramentas de balanceamento de carga.

Escalonamento horizontal e vertical: estratégias complementares

  • Escalonamento horizontal, que adiciona ou remove instâncias de servidores conforme a demanda, distribuindo a carga de trabalho entre múltiplas máquinas.
  • Escalonamento vertical, que ajusta os recursos (CPU, memória, etc.) de um único servidor, útil quando a aplicação não suporta divisão de carga entre várias instâncias — como em bancos de dados monolíticos.

Muitos sistemas combinam as duas abordagens, ajustando a infraestrutura com flexibilidade para atender diferentes cargas de trabalho.

Como Auto Scaling e Load Balancing funcionam juntos

Os dois funcionam em camadas diferentes, mas complementares.

  • O auto scaling ajusta o número de servidores ativos conforme a demanda aumenta ou diminui. É ideal para sistemas onde a carga do servidor varia bastante ao longo do dia, como lojas virtuais ou plataformas de streaming.
  • O load balancing distribui as solicitações entre esses servidores, garantindo que nenhum fique sobrecarregado enquanto outros estão ociosos. É essencial para qualquer ambiente com múltiplos servidores, garantindo que o tráfego seja distribuído de forma eficiente.

Sem um balanceador de carga, o escalonamento automático pode acabar gerando servidores adicionais que não são utilizados de forma eficiente. Da mesma forma, sem auto scaling, o balanceador pode distribuir solicitações entre poucos servidores, o que limita a capacidade de resposta em momentos de pico.

Configuração: o segredo da eficiência

Para implementar o auto scaling de maneira eficaz, é preciso configurar parâmetros estratégicos. Isso inclui a criação de grupos de escalonamento com limites mínimo e máximo de servidores, definição de políticas baseadas em métricas, como uso de CPU, tráfego de rede e latência, além de monitoramento para ajustes contínuos.

Outro ponto-chave é a integração com um balanceador de carga eficiente, que pode operar através de diversas estratégias, como round-robin (distribuindo as requisições de forma cíclica), balanceamento baseado em latência (direcionando para o servidor que responde mais rapidamente) ou roteamento por localização geográfica (enviando o usuário para o servidor fisicamente mais próximo). Essa combinação garante que os servidores disponíveis sejam explorados de forma otimizada, sem desperdícios.

Benefícios reais para a operação e os negócios

Quando o auto scaling é configurado e implementado com o devido cuidado e expertise, os benefícios para a operação de TI e para a estratégia de negócios são imediatos e impactantes.

  • Redução de custos: os recursos são ativados apenas quando necessários, evitando gastos com infraestrutura ociosa.
  • Melhora no desempenho: a infraestrutura é capaz de responder automaticamente a picos inesperados de demanda, mantendo a performance de aplicações e serviços em níveis ideais.
  • Alta disponibilidade: a capacidade de ativar instâncias adicionais conforme a necessidade reduz drasticamente o risco de downtime, protegendo a reputação da empresa e a continuidade dos negócios, mesmo em cenários de alta carga.
  • Automação inteligente: elimina tarefas operacionais manuais, liberando a equipe técnica para funções mais estratégicas.

Boas práticas e atenção aos desafios

Apesar das vantagens, a implementação do auto scaling exige atenção e domínio de boas práticas para evitar armadilhas comuns. Erros de configuração, como a definição de limites inadequados, uma sensibilidade excessiva nas políticas de escalonamento ou balanceadores de carga mal ajustados podem gerar custos desnecessários ou instabilidade no sistema.

Por isso, recomenda-se enfaticamente a definição de métricas claras e acionáveis para o escalonamento. É imprescindível testar exaustivamente as regras de auto scaling em ambientes controlados antes de sua implementação em produção. Além disso, a revisão periódica do desempenho do sistema e o ajuste das configurações são essenciais para manter a otimização contínua.

O auto scaling transcende a função de mera ferramenta tecnológica para se transformar em aliado estratégico e poderoso na gestão da nuvem. Ele oferece a empresas que enfrentam demandas variáveis e crescentes a capacidade de operar com máxima eficiência, escalabilidade e notável economia de recursos.

Matéria completa em: Baguete

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